Redes sociais são excelente instrumento para fidelizar clientes


2010-03-30


Entrevista ao Diário Económico acerca da Bydas, a agência de publicidade da qual sou fundador. Ler a entrevista em:

As empresas estão hoje sensibilizadas para o grande potencial que representam as redes sociais, tendo em conta que é um meio onde a divulgação pode ser direccionada para os clientes alvo. Contudo, ainda há muito desconhecimento sobre as formas correctas de o fazer e as características que devemter as campanhas de promoção, marketing ou publicidade. Estas razões levaram a Escola de Artes, da Universidade Católica do Porto, a organizar o ‘Merging 2010’, com o objectivo de debater o fenómeno das redes sociais e as melhores formas de explorar as suas potencialidades no âmbito das indústrias criativas.

As empresas estão hoje sensibilizadas para o grande potencial que representam as redes sociais, tendo em conta que é um meio onde a divulgação pode ser direccionada para os clientes alvo. Contudo, ainda há muito desconhecimento sobre as formas correctas de o fazer e as características que devem ter as campanhas de promoção, marketing ou publicidade. Estas razões levaram a Escola de Artes, da Universidade Católica do Porto, a organizar o ‘Merging 2010’, com o objectivo de debater o fenómeno das redes sociais e as melhores formas de explorar as suas potencialidades no âmbito das indústrias criativas. Luís Cordeiro, director da agência de publicidade digital Bydas – uma empresa jovem encubada no Campus da Universidade Católica, com quem partilha a organização do evento – considera que “neste momento todos querem saber como se fazem negócios no Facebook”, a rede social com maior divulgação. Daí a necessidade de divulgar junto das empresas a forma como se deve desenvolver e “embalar o produto de forma a que a mensagem chegue ao cliente certo”. José Cordeiro, director criativo da Bydas, que reparte com o irmão o projecto empresarial, considera que “as potencialidades são enormes tendo em conta que, nas redes sociais, a publicidade pode ser altamente segmentada e com margens de erro muito pequenas”.

O facto de nas redes sociais as empresas não necessitarem de tanto investimento, para atingir os resultados desejados, leva a que cada vez mais empresas olhem para o digital como veículo de divulgação a não desperdiçar. Luís Cordeiro – que actualmente tem uma interessante carteira de clientes em Portugal e Espanha – alerta para a necessidade de as empresas apostarem na qualidade dos conteúdos que colocam na Internet.

OS ‘DIGITAL IMMIGRANTS’
Pedro Dioniso, professor de marketing do ISCTE, considera que neste momento o mundo está povoado por dois grupos de pessoas. Os ‘digital natives”, aqueles que começaram a aprender a escrever teclando no computador, ou seja, os jovens na casa dos vinte anos, e os ‘digital immigrants’, os outros - em que ele também se inclui - que vão aprendendo com a tecnologia e que são, cada vez mais, pesquisadores e consumidores ‘online’. É por
isso que as “empresas estão, cada vez mais, a aprender a juntar as peças e a ver que têm rapidamente que apostar no digital”, adianta. Para além da excelente relação custo/benefício, as redes sociais apresentam uma
capacidade extraordinária para medir resultados e para fidelizar clientes. O professor do ISCTE considera que, este ano, vai já verificar-se um crescimento muito grande da publicidade digital.

Jordi Bosch, director criativo da Mc Cann Erickon, deixou alguns conselhos à plateia constituída especialmente por jovens estudantes. Na sua opinião, o potencial da indústria criativa é muito grande, contudo os profissionais “devem pensar como funciona a mente do consumidor”. Acrescenta que os criativos “devem falar, mas também escutar e não enganar”. Jordi Bosch alerta para a necessidade de as marcas apostarem no digital. Contudo,
deixa uma forte critica à publicidade que passa especialmente na televisão. Os blocos de publicidade na televisão são maus, porque tentam cativar os consumidores com mensagens que nem sempre são verdadeiras. “Não gosto da publicidade, odeio a publicidade e não aguento um bloco de publicidade na televisão”, acusa. Por isso, há um largo desafio para os criativos, especialmente quando se pensa em mensagens direccionadas aos grupos de
consumidores.

Já Ricardo Rosado, gestor da Portugal Telecom (PT), defende que, actualmente, vivemos o paradigma do novo consumidor e as políticas das empresas têm de reflectir esse facto. “Cada vez mais o poder está do lado dos consumidores e são eles que estão a influenciar as marcas”, salienta. E a primeira experiência começa dentro da própria empresa, com os trabalhadores a darem as sugestões.

 

2010-03-30 
Diário Economico
Elisabete Soares


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